Em uma longa entrevista ao podcast Inteligência Ltda., nesta quinta-feira, 30, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva relembrou sua trajetória e as disputas eleitorais do passado com uma “direita civilizada”, em um tempo, segundo ele, em que “ou você perdia, ou ganhava e governava”. “Mas esses fascistas de agora, destruidores, negacionistas, vivem da mentira e não respeitam nada”, afirmou.
Lula defendeu a votação eletrônica do Brasil, um modelo reconhecido e elogiado mundialmente, e disse que a prova da seriedade do sistema eleitoral brasileiro é ele ter sido eleito por três mandatos. “Se a urna eletrônica permitisse fajutagem, este ser humano que vos fala jamais seria presidente, porque a elite política não iria deixar.”
A fala do presidente foi um claro contraponto às mentiras disseminadas pela extrema direita sobre as urnas eletrônicas. Nas últimas semanas, tanto o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) quanto seu irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, levantaram suspeitas sobre as urnas e reeditaram mentiras que tinham sido espalhadas por Jair Bolsonaro na disputa eleitoral passada.
Segundo Lula, “a política vem apodrecendo ano a ano” e a “utilização da internet como máquina para mentir” é um expediente cada vez mais utilizado, com muitas pessoas se guiando por algoritmos, o que coloca em risco a democracia.
Política para a terceira idade
O presidente propôs a criação de um sistema de proteção aos idosos: “Uma coisa que eu quero criar é uma política muito forte de cuidar das pessoas da terceira idade, porque muitas vezes o filho se esquece de que o pai e a mãe tiveram muito trabalho quando ele era pequeno, e, quando eles precisam, não dão o carinho necessário. Então, eu quero criar condições de dar decência para o fim da vida das pessoas que são responsáveis pela nossa vida e pelo nosso país.”
Resolver a educação em 10 anos
Lula também se disse “obcecado por investimento em educação, ciência e tecnologia”. Afirmou que só com isso o Brasil será “uma grande nação”. Segundo ele, o país tem capacidade de competir com qualquer outro, mas é preciso levar em conta que “não se faz educação e desenvolvimento com discurso, se faz com dinheiro”.
O presidente afirmou que pretende anunciar um programa para “resolver o problema da educação” em 10 anos, a partir da criação de escolas de tempo integral em todo o país e maior investimento em formação em cursos relacionados a engenharia e matemática, a fim de aumentar a capacidade competitiva.
Defesa e soberania
“Depois do Trump, eu estou obcecado por defesa. Nós temos que cuidar do Brasil”, defendeu o presidente. Para ele, o tema é algo muito sério quando se pensa na soberania e nos recursos naturais do país: “O Brasil tem fronteira seca, petróleo no fundo do mar, petróleo em terra, minério. A gente tem que tomar conta disso, senão qualquer um pode vir aqui e querer tomar da gente.”
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Fonte: Redação Rede PT de Comunicação
