Mais mulheres no poder: petistas ampliam representação no Legislativo brasileiro

As mulheres ampliaram sua presença nas bancadas do PT nas eleições de 2026. O crescimento da representação feminina ocorre em uma eleição desafiadora para as mulheres, marcada por denúncias de violência política de gênero. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou um aumento de 380% nas denúncias desse tipo de violência.

O partido elegeu 25 deputadas federais, duas novas senadoras e 45 deputadas estaduais, entre reeleitas e novas parlamentares. O número de 2026 representa um crescimento de 38,9% na bancada feminina petista.

Entre os parlamentares que chegam ou retornam à bancada petista após a eleição de 2026, 12 são mulheres. São elas Maria Marighella (BA), Luisa Cela (CE), Ana Elisa (MG), Gleide Andrade (MG), Bella Gonçalves (MG), Professora Rosa Neide (MT), Liana Cirne (PE), Rosa Amorim (PE), Ana Júlia (PR), Anielle Franco (RJ), Nísia Trindade (RJ) e Luna Zarattini (SP).

O grupo reúne parlamentares que chegam pela primeira vez à Câmara e mulheres que retornam ao Parlamento. É o caso da Professora Rosa Neide, que já exerceu mandato de deputada federal por Mato Grosso entre 2019 e 2022. Elas se somam às deputadas que conquistaram a reeleição e passam a integrar uma bancada petista de 70 parlamentares.

Duas novas senadoras

No Senado, Samanda Alves, do Rio Grande do Norte, e Marília Campos, de Minas Gerais, foram eleitas e se juntarão à bancada feminina do PT, que já conta com Teresa Leitão (PT-PE).

Samanda Alves foi eleita pelo Rio Grande do Norte com 635 mil votos. Petista de Mossoró, construiu sua trajetória política ao lado de Fátima Bezerra e chega ao Senado depois de exercer mandato como vereadora de Natal.

Em Minas Gerais, Marília Campos foi eleita senadora com 3.953.127 votos. Aos 65 anos, a petista chega ao Senado depois de mais de duas décadas de atuação na vida pública, política e sindical. Ela foi a primeira mulher eleita prefeita de Contagem.

Com as duas novas parlamentares, o PT amplia a presença feminina no Senado a partir de 2027.

45 mulheres eleitas para Assembleias Legislativas

Nos estados, 45 mulheres foram eleitas deputadas estaduais pelo PT. Desse total, 26 garantiram a continuidade de seus mandatos e 19 foram eleitas pela primeira vez.

Entre as reeleitas estão Fátima Nunes e Neusa Cadore (BA); Jô Farias (CE); Bia de Lima (GO); Ana Paula Siqueira, Andréia de Jesus, Beatriz Cerqueira, Macaé Evaristo e Leninha (MG); Professora Gleice Jane (MS); Maria do Carmo (PA); Cida Ramos (PB); Dani Portela (PE); Janainna Marques (PI); Elika Takimoto, Marina do MST, Zeidan e Verônica Lima (RJ); Divaneide Basílio e Isolda Dantas (RN); Cláudia de Jesus (RO); Sofia Cavedon (RS); Luciane Carminatti (SC); Ana Perugini, Professora Bebel e Thainara Faria (SP).

Entre as novas parlamentares estão Teca Nelma (AL), Socorro Nogueira (AP), Rowenna e Vilma Reis (BA), Lais Nunes, Liziany Medeiros e Jade Romero (CE), Açucena e Karla Coser (ES), Kátia Maria (GO), Cricielle e Luanna (MA), Adriana Souza (MG), Professora Ivete Caetano (PE), Miss Preta e Yasmin Hachem (PR), Fátima Cleide (RO), Natasha (RS) e Duda Hidalgo (SP).

Minas Gerais terá a maior bancada feminina estadual do PT, com seis deputadas. Bahia, Ceará, Rio de Janeiro e São Paulo elegeram quatro deputadas cada.

A presença feminina também está distribuída pelas diferentes regiões do país. O Nordeste reúne 17 deputadas estaduais petistas; o Sudeste, 16; o Sul, cinco; o Norte, quatro nomes na relação apresentada; e o Centro-Oeste, três.

Resultado de muito trabalho

A secretária Nacional de Mulheres do PT, Mazé Morais, diz que recebe o resultado das eleições com alegria e, principalmente, com um profundo sentimento de reconhecimento pelo trabalho de tantas mulheres que construíram essa conquista.

“Nós estamos falando de um crescimento muito importante. Na Câmara Federal, saímos de 18 deputadas eleitas em 2022 para 25 agora. E, nos Legislativos estaduais, passamos de 29 para 45 deputadas. É a maior bancada de mulheres eleitas na história do nosso partido. Isso tem um significado político muito grande”, analisa.

Mazé faz ainda uma reflexão sobre o trabalho no Partido dos Trabalhadores para que mais mulheres pudessem ocupar espaços de poder.

“Esses números não aconteceram por acaso. Eles são resultado de muita organização, de muita luta e também de muita pressão das mulheres para que nossas candidaturas tivessem condições reais de disputar. Nós sabemos o quanto foi difícil garantir estrutura, recursos, apoio político e as condições mínimas para que essas mulheres pudessem entrar na disputa em condições mais concretas”, afirmou a secretária.

Ela acrescenta, ainda que é muito bom que mais mulheres ocupem os espaços institucionais da política, mas chama a atenção para que a presença feminina seja motor de transformação na vida das pessoas..

“A eleição é um momento importante, mas o nosso trabalho não termina quando a mulher é eleita. Precisamos garantir que essas parlamentares tenham condições de exercer seus mandatos, formular políticas públicas, disputar projetos para a sociedade e enfrentar as desigualdades que ainda marcam a vida das mulheres”

Confira aqui a lista completa das eleitas.

 

Fonte: Redação Rede PT de Comunicação

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