Investir no presente para garantir o futuro do Brasil

Por Julimar Roberto*

 

Começar o ano com boas notícias é fundamental! Faz bem para nossa saúde mental e nos enche de força e otimismo para continuarmos caminhando. E, nesta semana, tivemos, em meio a todo o caos diário, o reconhecimento das Nações Unidas para a Infância (Unicef) quanto à importância do Bolsa Família como um pilar fundamental para o enfrentamento da pobreza e a promoção de oportunidades no Brasil. Dados do Fundo das Unicef revelaram avanços significativos na redução da pobreza monetária e multidimensional entre crianças e adolescentes no país, resultado diretamente associado à expansão do programa de transferência de renda.

Entre 2017 e 2023, o percentual de crianças e adolescentes vivendo com renda abaixo da linha de pobreza caiu de 25,44% para 19,14%. Em números absolutos, isso representa uma redução de 1 em cada 4 para 1 em cada 5 crianças vivendo em condições de vulnerabilidade extrema. Essa conquista só foi possível graças ao fortalecimento de políticas públicas como o Bolsa Família, que, ainda no primeiro ano do Governo Lula, beneficiou mais de 4 milhões de crianças, livrando-as da pobreza.

Que a importância do Bolsa Família transcende a simples transferência de renda todo mundo já sabe, mas não custa nada reforçar esta constatação. Um estudo recente da Fiocruz Bahia evidenciou que o programa contribui para a redução da mortalidade entre pacientes com transtornos mentais, especialmente entre mulheres e jovens. Com acesso ampliado à alimentação, saúde e condições mínimas de dignidade, o programa demonstra seu impacto em dimensões intersetoriais, prevenindo mortes e melhorando a qualidade de vida de populações em alto risco.

Além disso, o programa atua diretamente no combate às desigualdades regionais, que continuam marcantes no Brasil. Enquanto áreas urbanas apresentam índices de privação menores, regiões rurais, sobretudo no Norte e Nordeste, ainda enfrentam desafios profundos, como o acesso limitado a saneamento básico e educação. Para essas comunidades, o Bolsa Família é muito mais do que um auxílio financeiro, é uma salvaguarda, uma verdadeira janela para a cidadania.

Mas não fica apenas nisso. Pai do Bolsa Família, o presidente Lula sempre defendeu que, além do pão, o povo brasileiro necessita de educação, por isso não cansa de inovar em iniciativas que promovam o desenvolvimento sustentável. O recém-lançado Mais Professores para o Brasil é um exemplo claro do compromisso do Governo Federal. Com bolsas que variam de R$ 1.050 a R$ 2.100, o projeto visa capacitar futuros educadores e incentivar o ensino em regiões remotas, fortalecendo o sistema educacional e reduzindo desigualdades históricas.

Outras políticas, como o fortalecimento do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e investimentos em saúde e infraestrutura, também reforçam a importância de um governo que prioriza a inclusão e a melhoria na qualidade de vida das famílias. Estas e outras ações são a base de um projeto de reconstrução nacional, que reconhece o valor de cada cidadão e cidadã e investe em seu potencial.

Afinal, a pobreza não é apenas um desafio moral, é um entrave para o desenvolvimento econômico e social da nação. Crianças privadas de direitos hoje serão adultos com menor capacidade de contribuir para o Brasil amanhã. Defender e ampliar políticas que salvam vidas é mais do que uma questão de justiça social. É um investimento no país que queremos, mais justo, solidário e preparado para enfrentar todos os desafios em unidade.

 

* Julimar é comerciário e presidente da Contracs-CUT

 

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