Atos pelo Brasil marcam Dia Nacional de Mobilização pelo fim da 6×1

A luta pelo fim da escala 6×1 voltou às ruas de Brasília nesta segunda-feira (10). Trabalhadores e trabalhadoras, dirigentes sindicais, centrais e movimentos populares participaram de uma mobilização em frente à sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), na área central da capital federal.

Convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), o ato fez parte do Dia Nacional de Mobilização pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho sem redução salarial. A manifestação ocorreu justamente no dia da retomada dos trabalhos do Congresso Nacional após o recesso parlamentar.

Marcos Paulo (Maracatu)/CUT-DF :: @mpdelimaa

A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT (Contracs) participou das mobilizações realizadas em diversos estados. Em Brasília, o presidente da entidade, Julimar Roberto, esteve presente no ato ao lado de integrantes da diretoria e de representantes de diversos sindicatos filiados, reforçando uma das principais bandeiras defendidas atualmente pela Confederação, garantir mais tempo para viver, descansar e conviver com a família, sem redução de salários ou de direitos.

A escolha do local para o protesto também teve caráter simbólico. CNI representa o setor empresarial da indústria e do comércio, segmentos que concentram grande número de trabalhadores e trabalhadoras submetidos à escala de seis dias de trabalho para apenas um de descanso.

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Para o presidente da Contracs, Julimar Roberto, a presença da classe trabalhadora nas ruas é fundamental para manter a pressão pela aprovação definitiva do fim da 6×1.

“A Câmara já deu um passo histórico e agora precisamos garantir que o Senado cumpra o seu papel. Não vamos aceitar que uma conquista tão importante para milhões de trabalhadores e trabalhadoras fique parada. O fim da escala 6×1 é urgente é uma demanda urgente é por isso que estaremos mobilizados nas ruas e no Congresso até que essa mudança seja aprovada”, enfatizou Julimar.

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Segundo o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, a redução da jornada é um direito reivindicado há décadas pela classe trabalhadora. Segundo ele, os argumentos de colapso econômico reaparecem sempre que direitos avançam, embora a história não confirme essas previsões. “Queremos que o Senado destrave essa pauta e coloque o assunto em votação. A classe trabalhadora tem direito ao seu tempo”, declarou o dirigente.

secretário-geral do Sindicom-DF, Carlos Henrique, também participou da mobilização e destacou que reduzir a jornada é também uma questão de qualidade de vida e valorização de quem trabalha.

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“Quem trabalha no comércio conhece muito bem o peso da escala 6×1. São trabalhadores e trabalhadoras que passam praticamente toda a semana à disposição do trabalho e têm pouco tempo para a família, para descansar e para cuidar da própria vida. Estamos nas ruas porque acreditamos que é possível trabalhar menos, viver melhor e avançar sem reduzir salários ou retirar direitos”, afirmou.

O ato desta segunda-feira foi apenas o primeiro de uma agenda de três mobilizações programadas para esta semana em Brasília.

Nos dias 12 e 13 de agosto, quarta e quinta-feira, trabalhadores, trabalhadoras e dirigentes sindicais voltam a se reunir, desta vez em frente ao Anexo II do Senado Federal, às 14h. O objetivo é levar a reivindicação diretamente aos senadores e ampliar a pressão para que a proposta seja colocada em votação.

Para a Contracs, uma vigília permanente será necessária e decisiva nesta etapa da luta. A orientação é que sindicatos, dirigentes e trabalhadores e trabalhadoras sigam mobilizados e participem das próximas atividades, fortalecendo a pressão sobre o Congresso Nacional. É hora de ocupar as ruas, ampliar a voz da classe trabalhadora e mostrar que o Brasil quer mais tempo para viver.

Marcos Paulo (Maracatu)/CUT-DF :: @mpdelimaa

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