Lula aponta temas que o Brasil do futuro precisa debater e enfrentar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva citou em seu discurso durante a convenção nacional do PT, quando foi oficializou sua candidatura à reeleição, eixos prioritários para a continuidade do desenvolvimento do Brasil no futuro, com inclusão social e atenção a novas pautas que são cruciais diante da conturbada geopolítica global. A convenção foi realizada em São Paulo, no último domingo, 2.

Lula pretende detalhar ideias de seu programa de governo no dia 16, no primeiro ato de campanha, na Vila Euclides, em São Paulo, mas deixou claro que já tem na cabeça o horizonte que pretende trilhar. “Eu quero o Lulinha que vai fazer o que a gente ainda não fez, porque do básico nós já cuidamos. […] Agora é hora de dar um salto de qualidade”, declarou o presidente na convenção.

Veja os eixos citados por Lula:

Educação

Lula afirmou que seu compromisso central é “resolver definitivamente” a questão educação no Brasil. Ele propõe um plano de 10 anos para solucionar os problemas estruturais e defende que a educação deve ser tratada como investimento, e não como gasto. Também disse que pretende priorizar a formação de cientistas e especialistas em áreas tecnológicas e matemática. A escola em tempo integral é uma bandeira do presidente. Para o PT, o tema da educação está diretamente entrelaçado à segurança pública, pois manter as crianças, jovens e adolescentes nas escolas e garantir o direito à educação é também a política que os manterá distantes da criminalidade e da cooptação pelo crime organizado.

Combate à violência contra a mulher

Lula definiu o combate ao feminicídio e a todas as formas de violência de gênero como uma “missão” de seu mandato e afirmou que a agressão às mulheres é inconcebível e incompatível com os valores defendidos por seu governo. Disse, inclusive, que quem bate em mulher não precisa votar nele. Citou ações já encampadas em seu seus três governos, mas defendeu que ainda há muito a fazer para erradicar o feminicídio. Neste terceiro mandato, Lula lançou o Pacto Brasil contra o Feminicídio, com participação dos Três Poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, para acelerar e aperfeiçoar todos os mecanismos de proteção à vida das mulheres.

População idosa

O presidente afirmou que o Brasil tem uma “dívida” com os idosos: “É preciso que a gente saiba que a nossa população envelheceu. […] Nós precisamos criar um programa para o idoso. Queremos que ele tenha um lugar em que ele possa nadar, possa dançar, possa ler, possa ter filme, possa caminhar, possa fazer o que ele quiser”. A Política Nacional de Cuidados do Governo Federal tem a população idosa como um dos focos centrais, mas o presidente deixou claro que é preciso criar políticas públicas que assegurem o envelhecimento saudável e com dignidade.

Soberania mineral

Lula rejeitou, mais uma vez, a interferência estrangeira sobre as riquezas minerais do Brasil, as terras raras e os minerais críticos. Defendeu que o país invista em tecnologia para adquirir a capacidade de explorar, transformar e produzir itens de alto valor agregado, como baterias elétricas, e competir com as grandes potências. “Isso é um patrimônio do povo brasileiro e quem tem que lucrar com isso é o povo brasileiro”, declarou.

Defesa

O presidente se disse profundamente preocupado com a soberania nacional e defendeu a necessidade de o país investir pesadamente na indústria de defesa, com tecnologias modernas, como a fabricação de drones, para a proteção das fronteiras, da Amazônia, das reservas de água doce e das riquezas minerais. “Eu quero estar preparado para a paz, não para a guerra. […] Eu quero estar preparado para que ninguém invada esse país para levar o presidente, como eles [Estados Unidos] invadiram [a Venezuela]”, disse Lula.

Outros temas

O presidente também citou o investimento em tecnologia e inteligência artificial, a proteção ao meio ambiente, a agilidade na demarcação de terras indígenas e quilombolas e a transição energética como temas fundamentais para o próximo governo.

Disse, também, que é preciso debater a capacidade de investimento do Estado e o Orçamento da União, rediscutindo as emendas parlamentares e o papel do Poder Legislativo. Lula criticou o uso abusivo das emendas parlamentares, sem transparência, e a captura de prerrogativas de investimento que são do Executivo. O presidente também apontou que é contra o excesso de recursos para os fundos partidário e eleitoral.

 

Fonte: Redação Rede PT de Comunicação

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