A inteligência artificial está acelerando a maior concentração de riqueza da história. Mais de 90% da riqueza dos super-ricos está em ações de grandes empresas.
A IA amplia ainda mais o poder econômico de um pequeno grupo de bilionários ao transformar o conhecimento produzido pela humanidade em lucros privados, alerta o economista francês Gabriel Zucman.
Universidades, pesquisadores, artistas, jornalistas e milhões de pessoas alimentam sistemas de inteligência artificial, mas os ganhos ficam concentrados nas mãos de quem controla as plataformas e os algoritmos. Um patrimônio coletivo passa a enriquecer uma minoria.
O problema vai além da economia. O controle da IA e das plataformas digitais concentra também um poder sem precedentes para influenciar informações, moldar a opinião pública e interferir no debate democrático em escala global.
Um imposto mínimo de 2% sobre fortunas acima de US$ 100 milhões é uma das propostas compensatórias defendidas pelo Brasil no G20.
Até os papas atuaram neste tema: o papa Francisco defendia essa tributação mundial dos super-ricos. E Leão XIV lançou a encíclica Magnífíca Humanidade pontuando que a IA não deve servir apenas ao lucro ou a monopólios.
Se a riqueza gerada pela IA nasce do conhecimento de toda a humanidade, é justo que parte desse valor retorne à sociedade para financiar políticas públicas e reduzir desigualdades.
E isso é urgente, porque já demoramos muito!
Fonte: @tributar.os.super.ricos
