Formação sindical reúne mais de 100 mulheres para fortalecer a presença feminina nos espaços de decisão

Mais de 100 dirigentes sindicais de diferentes categorias e regiões do país estão reunidas em Brasília para participar da Formação Sindical para Mulheres Sindicalistas – Módulo 2 –promovida pelo Ministério das Mulheres. A atividade acontece entre os dias 29 de junho e 3 de julho.

Nesta terça-feira (30), segundo dia do encontro, as participantes aprofundaram debates sobre negociação coletiva, igualdade de gênero, organização sindical e estratégias para ampliar a presença das mulheres nos espaços de decisão e nas mesas de negociação.

A formação busca fortalecer a atuação das mulheres no movimento sindical, contribuindo para que as dirigentes estejam cada vez mais preparadas para construir pautas com perspectiva de gênero e defender cláusulas que garantam melhores condições de trabalho, igualdade de oportunidades, combate à discriminação e valorização das trabalhadoras.

A Confederação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT (Contracs) participa da atividade por meio de sua secretária de Mulheres, Marlene Lima, reforçando o compromisso da entidade com a construção de um sindicalismo mais democrático, representativo e conectado à realidade das mulheres trabalhadoras.

“Estar nesta formação é reafirmar que as mulheres precisam ocupar, com força e preparo, todos os espaços do movimento sindical, especialmente as mesas de negociação. Quando uma mulher dirigente se fortalece, ela leva esse aprendizado para sua base, para sua categoria e para a luta coletiva por direitos. A Contracs entende que igualdade de gênero não é uma pauta secundária, mas parte central da defesa da classe trabalhadora”, destacou a dirigente.

Além da qualificação técnica e política, a formação também se consolida como espaço de troca de experiências e construção coletiva. A ampliação da participação feminina nas direções sindicais e nos processos de negociação é vista como elemento fundamental para enfrentar desigualdades históricas e avançar na construção de ambientes de trabalho mais justos, inclusivos e livres de violência e assédio.

Ao longo da semana, a atividade segue com debates, estudos de caso, trabalhos em grupo e compartilhamento de experiências, fortalecendo a articulação nacional das mulheres sindicalistas e a luta por mais direitos, respeito e igualdade.

 

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